Título original: The Tempest
Autor: William Shakespeare (1564-1616)
Tradução: Beatriz Viégas-Faria
Editora: L&PM POCKET
Edição: 1ª
Ano: 2002
Páginas: 128
Sinopse: A Tempestade foi última peça escrita por Shakespeare. Não há uma data precisa de quando foi escrita, todavia, há indicações que a peça tenha sido escrita em 1610, seis anos antes da morte de Shakespeare e encenada a 1º de novembro de 1611 no Palácio Whitehal em Londres.
Autor: William Shakespeare (1564-1616)
Tradução: Beatriz Viégas-Faria
Editora: L&PM POCKET
Edição: 1ª
Ano: 2002
Páginas: 128
Sinopse: A Tempestade foi última peça escrita por Shakespeare. Não há uma data precisa de quando foi escrita, todavia, há indicações que a peça tenha sido escrita em 1610, seis anos antes da morte de Shakespeare e encenada a 1º de novembro de 1611 no Palácio Whitehal em Londres.A Tempestade é uma história de ruptura entre o poder secular e o poder espiritual, de reconciliação, de amor, de perdão às conspirações oportunistas e de recuperação da ordem estabelecida.
A história contrapõe a figura disforme, selvagem e pesada dos instintos animais que habitam o homem à figura etérea, incorpórea, espiritualizada de altas aspirações humanas.
O enredo: Uma ilha é habitada por Próspero, Duque de Milão, mago de amplos poderes, e sua filha Miranda, após serem abandonados à deriva no mar, num ato de traição e usurpação política. Próspero tem a seu serviço Caliban, um escravo em terra, homem adulto e disforme, e Ariel, o espírito servil e assexuado que pode se metamorfosear em ar, água ou fogo. Os poderes eruditos e mágicos de Próspero e Ariel combinam-se e, depois de criar um naufrágio, Próspero coloca na Ilha seus desafetos (no intuito de levá-los à insanidade mental) e um príncipe, noivo em potencial para a filha. O amor acontece entre os dois jovens, a vingança de Próspero é transformada em perdão, Caliban modifica-se quando conhece os poderes inebriantes do vinho numa cena cômica com outros dois bêbados.
O significado da história: O Fato fundador da história é a usurpação do poder espiritual pelo poder terrestre. Essa usurpação é simbolizada pela rebelião de Antonio contra seu irmão Próspero. Antonio quer governar soberanamente, quer ser o senhor absoluto sobre os dois poderes (Temporal e Espiritual). Trata-se, portanto, da transgressão da lei natural das coisas; é a ruptura da ordem cósmica. Ruptura porque há uma hierarquia entre os dois poderes; o poder temporal não tem agenda própria; ele necessita buscar a agenda no poder espiritual.
No desfecho da história, Miranda e Fernanda retomam o governo de Milão e Nápoles dos quais são herdeiros legítimos.
O casamento da Miranda com o Fernando é o casamento da pureza humana (poder espiritual) com o melhor modelo humano de poder terrestre rejuvenescido e simbolizado por Fernando. Assim Próspero reata a normalidade das coisas reconstituindo a ordem no sentido de propiciar a continuidade da sociedade humana dentro da ordem cósmica recuperada.
O mal não está no exercício do poder em si mesmo; o mal está no exercício absoluto dos poderes e na inversão da hierarquia desses poderes, ou seja, colocar o poder temporal como superior ao poder espiritual. A lei dos homens, embora necessária, jamais poderá ser superior a lei Divina. É necessário haver uma hierarquia na ordem estabelecida.
É preciso, primeiro, fazer a conversão para o individual para depois pensar no social. É exatamente isso que Próspero faz ao se estabelecer numa ilha isolada. Ele escolhe uma ilha (individual) para restabelecer a ordem corrompida. Só o homem tem essa capacidade de encerrar-se em si mesmo que permite a consciência sobre o mundo. A sociedade é uma espécie de trama de relações formais que não sabemos por que fazemos.
Conclusão: A obra representa a Denúncia contra a desordem cósmica e sua reconstituição. Uma espécie de última mensagem de Shakespeare para a humanidade, pois este foi seu último livro. Ele se despede do palco e volta para sua terra natal para encerrar-se em si mesmo dando-nos uma das maiores lições sobre comportamento da humanidade ao se despedir da própria vida.
Shakespeare não foi um poeta de sua época. Tudo que ele escreveu e encenou foi para orientar o futuro da humanidade.
Shakespeare não foi um poeta de sua época. Tudo que ele escreveu e encenou foi para orientar o futuro da humanidade.
Sobre o autor: William Shakespeare (1564-1616) nasceu e morreu em Stradford, Inglaterra. Poeta e dramaturgo é considerado um dos mais importantes autores de todos os tempos. Filho de um rico comerciante, desde cedo Shakespeare escrevia poemas. Mais tarde associou-se ao Globe Theatre, onde conheceu a plenitude da glória e do sucesso financeiro. Depois de alcançar o triunfo e a fama, retirou-se para uma luxuosa propriedade em sua cidade natal, onde morreu. Deixou um acervo impressionante, do qual se destacam clássicos como Romeu e Julieta, Hamlet. A megera domada, O rei Lear, Macbeth, Otelo, Sonho de uma noite de verão, A tempestade, Ricardo III Júlio César, Muito barulho por nada, entre outros.