segunda-feira, 1 de julho de 2013

O SENHOR DOS ANÉIS. V.1 – A Sociedade do Anel

Título original: The Lord of the Rings – Part. I: The Fellowship of the Ring
Autor: J. R. R.Tolkien (1892-1973)
Tradutor: Lenita Maria Rímoli Esteves
Assunto: Romance
Editora: Martins Fontes
Edição: 2ª
Ano: 2000
Páginas: 434


Sinopse: Numa cidadezinha indolente do Condado, um jovem hobbit é encarregado de uma imensa tarefa. Deve empreender uma perigosa viagem através da Terra do Meio até as Fendas da Perdição, e lá destruir o Anel do Poder - a única coisa que impede o domínio maléfico do Senhor do Escuro.

O Senhor dos Anéis é um romance de fantasia criado pelo escritor, professor e filólogo britânico J.R.R. Tolkien. A história começa como seqüência de um livro anterior de Tolkien, O Hobbit (The Hobbit), e logo se desenvolve numa história muito maior. Foi escrito entre 1937 e 1949, com muitas partes criadas durante a Segunda Guerra Mundial. Embora Tolkien tenha planejado realizá-lo em volume único, foi originalmente publicado em três volumes entre 1954 e 1955, e foi assim, em três volumes, que se tornou popular. Desde então foi reimpresso várias vezes e foi traduzido para mais de 40 línguas, tornando-se um dos trabalhos mais populares da literatura do século XX.

Análises e comentários: O professor José Monir Nasser diz que esta obra sofre de um grande problema. Há um grande livro chamado Moby Dick, escrito por Hermann Melville, possivelmente o maior livro já escrito nos Estados Unidos. No entanto, ninguém o lê, porque o autor teve a infelicidade de colocar esse nome na obra. Os adultos não o lêem por pensarem que é literatura juvenil e os jovens lêem e não entendem patavina. O livro fica numa espécie de limbo e O Senhor dos Anéis sofre do mesmo problema. Ouvi comentários concretos de que o livro é muito infantil. O livro, de fato, foi escrito para o público juvenil, mas é um dos maiores livros escritos no século XX. Há poucos livros tão importantes como este. Há dificuldade de se conseguir atenção para ele, já que foi carimbado e todos ficaram prisioneiros daquela aparência. Vocês verão que é um livro extraordinário.

A história de O Senhor dos Anéis ocorre em um tempo e espaço imaginários, a Terceira Era da Terra do Meio, que é um mundo inspirado na Terra real, mais especificamente, segundo Tolkien, numa Europa mitológica, habitado por Humanos e por outras raças humanóides: Elfos, Anões e Orcs. Tolkien deu o nome a esse lugar a palavra do inglês moderno, Middle-earth (Terra-do-Meio), derivado do inglês antigo, Middangeard, o reino onde humanos vivem na mitologia Nórdica e Germânica. O próprio Tolkien disse que pretendia ambientá-la na nossa Terra, aproximadamente 6000 anos atrás, embora a correspondência com a geografia e a história do mundo real fosse frágil.

A história narra o conflito contra o mal que se alastra pela Terra do Meio, através da luta de várias raças - Humanos, Anões, Elfos, Ents e Hobbits - contra Orcs, para evitar que o "Anel do Poder" volte às mãos de seu criador Sauron, o Senhor do Escuro. Partindo dos primórdios tranqüilos do Condado, a história muda através da Terra-média e segue o curso da Guerra do Anel através dos olhos de seus personagens, especialmente do protagonista, Frodo Bolseiro. A história principal é seguida por seis apêndices que fornecem uma riqueza do material de fundo histórico e lingüístico.

O Padre Paulo Ricardo de Azevedo Junior diz que O Senhor dos Anéis trata da história de um anel que foi criado pela maldade, foi criado pelo mal e este anel é o anel do poder. Ele é um anel que nos dá, digamos, todo o poder que nós gostaríamos de ter: um poder de ser como deuses. Aqui, nós temos na verdade, uma grande parábola a respeito do “pecado original”: o anel que todos perseguem, que todos desejam, que todos querem, é um símbolo daquele fruto primeiro no paraíso. E este anel, ao redor dele, acontecerá as grandes batalhas do “Senhor dos Anéis”, até que finalmente, não por nenhum herói, porque “O Senhor dos Anéis” não tem nenhum personagem que seja o herói, mas por uma Providência invisível que perpassa todo o livro, o mal, finalmente, é destruído.


O SENHOR DOS ANÉIS
(Padre Paulo Ricardo explicando o filme e o livro)


Faces da personalidade



A Amizade


História do Anel



ANÁLISE LONGA DO LIVRO

3 comentários:

Ruan Guilherme disse...

Olá Sr. Anatoli Olynik,tudo bem?

Sou um fã de seu blog,sempre acompanho as suas ultimas atualizações.

Eu gostaria que o Sr. me indicasse uma bibliografia dos melhores livros que você já leu.E de preferência uma literatura com viés católico.

Abraço,Até mais...

Anatoli. disse...

Caro Ruan Guilherme:
Que bom que você seja um seguidor deste blog.
Você me pede para indicar uma bibliografia dos melhores livros que já lí.
As publicações postadas neste blog é a resposta para os melhores livros que já li. Não há um único livro neste blog que eu não tenha lido ou não tenha gostado. Então, começe fazendo uma expedição por este blog.
Quando as obras de cunho católico, sugiro você começar com a "História da Igreja de Cristo" em 10 volumes, todos eles comentados neste blog. Há outros, mas comece por estes.
Espero tê-lo ajudado de alguma forma. Um abraço cordial.

W FP disse...

Olá de novo. Eu queria te perguntar, a respeito do livro Moby Dick. Eu já havia lido ele antes, mas creio não ter captado o suficiente. Estou fazendo uma releitura agora, refletindo os capítulos e tudo o mais para absolver o máximo da obra. Eu queria saber sua opinião sobre a obra, sobre os simbolismos que ela carrega na história central, e a mensagem principal que você captou do livro. Vários livros que eu estive lendo ao longo desse ano, eu peguei as indicações e informações daqui, e até agora creio que finalmente esteja lendo de verdade, conseguindo absorver as mensagens e símbolos graças ao site. Se conseguir me iluminar um pouco a respeito dessa obra, eu agradeço muito. Eu procurei na internet videos e teses sobre o livro, mas não achei nenhuma que prestasse. Parece que todos só pensam no Moby Dick como uma metáfora politica dos EUA da época, o que eu achei meio raso. O livro traz tantas citações bíblicas e analises filosóficas sobre o homem daquela época, que eu achei meio estranho os artigos que eu ler falar sobre o livro mas nem citar o Cristianismo. Pois é obvio a mentalidade cristã do autor, e sua base mesmo para a historia. Me pareceu que tem muita ligação com a citação de Jonas e a baleia. Enfim queria uma opinião segura a respeito da obra.
Abaços