Original: Преступление и наказание
Autor: Fiódor Dostoiévski
Tradução: Paulo Bezerra.
Editora: Editora 34
Assunto: Romance (Literatura estrangeira)
Edição: 1ª
Ano: 2001
Páginas: 568
Sinopse: Publicado em 1866, 'Crime e Castigo' é a obra mais célebre de Dostoievski. Neste livro, Raskólnikov, um estudantezinho pobre e desesperado que acha que é um gênio, que acha que pode mudar o mundo perambula pelas ruas de São Petersburgo até cometer um crime que tentará justificar por uma teoria - grandes homens, como César ou Napoleão, foram assassinos absolvidos pela História, então ele também poderia sê-lo. Este ato desencadeia uma narrativa labiríntica que arrasta o leitor por becos, tabernas e pequenos cômodos, povoados de personagens que lutam para preservar sua dignidade contra as várias formas da tirania.
Autor: Fiódor Dostoiévski
Tradução: Paulo Bezerra.
Editora: Editora 34
Assunto: Romance (Literatura estrangeira)
Edição: 1ª
Ano: 2001
Páginas: 568
Sinopse: Publicado em 1866, 'Crime e Castigo' é a obra mais célebre de Dostoievski. Neste livro, Raskólnikov, um estudantezinho pobre e desesperado que acha que é um gênio, que acha que pode mudar o mundo perambula pelas ruas de São Petersburgo até cometer um crime que tentará justificar por uma teoria - grandes homens, como César ou Napoleão, foram assassinos absolvidos pela História, então ele também poderia sê-lo. Este ato desencadeia uma narrativa labiríntica que arrasta o leitor por becos, tabernas e pequenos cômodos, povoados de personagens que lutam para preservar sua dignidade contra as várias formas da tirania.O livro é uma história de suspense envolvida por teorias políticas e sociais da época. Escrito 50 anos antes da revolução russa, refletia a visão mais ameaçadora de Dostoiévski, de que o assassinato destruiria a alma de seus compatriotas e da sociedade russa.
O livro se baseia numa visão sobre religião e existencialismo com um foco predominante no tema de alcançar salvação pelo sofrimento, sem deixar de comentar algumas questões do socialismo e niilismo.
Dostoiévski identifica o problema central dos limites da liberdade da ação humana, mas também sugere as possibilidades de redenção pelo crime.
Enredo
É julho de 1865 em São Petersburgo, Rússia.
Novas teorias da Europa Ocidental consumiram um jovem e destacado estudante das províncias. Ele é Rodion Românovitch Raskólnikov, e acabou de cometer um assassinato.
Raskólnikov ficou possuído pelas teorias de um homem grandioso, queria mostrar que era extraordinário, destinado a ser grande, livre para criar suas próprias leis e matar se julgasse correto.
Durante algumas semanas antes do assassinato, Raskólnikov manteve-se fechado em seu quarto. Perguntava-se se era mesmo extraordinário, capaz de matar por um objetivo.
Uma coisa ele sabia: Não queria ser um homem comum, atado por códigos morais comuns. Assassinato, segundo ele, poria à prova a teoria que revelaria a sua natureza. Mas alguma coisa deu errado. Um homem extraordinário aproveitaria o seu direito nato, ignorando as leis comuns, sem olhar para trás.
Raskólnikov não encontrou essa liberdade. Desde o crime foi torturado por lembranças e por um sentimento de fracasso. O castigo de Raskólnikov havia começado. É o pesadelo do caos moral.
A personagem principal, apesar de professor de línguas, é um homem paupérrimo e que vive angustiado pela sombra de se tornar alguém melhor ou fazer algo importante. Ele divide o homem em ordinário e extraordinário, numa tentativa de explicar a quebra das regras em prol do avanço humano.
Seguindo este preceito --- fazer algo que mude a sociedade ou em pró dela --- a personagem planeja, em meio a uma luta consigo, a morte de uma usurária (alguém que empresta dinheiro a juros) e, finalmente, o cumpre.
Antes de fugir da cena do crime, porém, Raskólnikov também comete, a contragosto, o assassinato de Lisavieta, irmã da velha usurária, após ela ter visto o cadáver recém-assassinado no chão.
Este personagem principal rouba algumas jóias, mas não chega a usufruir deste ganho. A polícia, apesar de estar o investigando, termina por prender um inocente que se intitulou culpado por uma razão pessoal (bem explicado no livro). Entretanto, o personagem acaba confessando o crime que cometera, devido, principalmente, a enorme influência de uma prostituta chamada Sônia, que, antes disso, compartilha com Raskólnikov algumas leituras do Novo Testamento.
Enfim, Raskólnikov acaba preso. Porém, devido à sua confissão e ótimo histórico, sua pena acaba por ser reduzida a sete anos em uma cadeia na Sibéria, durante os quais Sônia, seguindo o condenado durante toda a história, manteve-se muito presente, também servindo de mensageira a sua família em São Petersburgo.
Comentários:
Apesar de já ter se passado 143 anos este livro de Fiódor Dostoiéviski continua sendo comovente e ao mesmo tempo impressionante. A partir do crime de Raskólnikov cometido para comprovar uma polêmica teoria, Dostoiéviski traça uma complexa trama cujo pano de fundo social e político nos mostra uma época em que a Rússia estava totalmente tomada pelo caos e que faria com que ocorresse a Revolução Bolchevique, em 1917 e a tomada do poder pelo povo com conseqüências desastrosas. Apesar de dar ênfase no crime de Raskólnikov criando cenas de muita tensão e angústia, o que mais chama a atenção nesta obra de Dostoiéviski é forma com que este retrata a situação de miséria e degradação social em que vivia a maioria da população russa. Destaque também para o ótimo trabalho de Paulo Bezerra e o cuidado da edição cheia de notas explicativas sobre os costumes literatura e História da Rússia. Crime e Castigo é sobre a ocorrência de um crime em circunstâncias e por um motivo absurdo mais acima de tudo trata-se de uma estória que demonstra que única forma de se redimir do mal que foi causado é através do amor. Sem dúvida é uma obra-prima e que deve ser lida por aqueles que apreciam uma leitura de qualidade que não é apenas uma forma de entretenimento, mas também de reflexão nestes tempos tão confusos e difíceis. Os tempos mudaram mais infelizmente algumas preocupações continuam as mesmas.